A Armadura que Cega: Como Superar a Rigidez Mental e a Defensividade

A Armadura que Cega: Como Superar a Rigidez Mental e a Defensividade

"Meus colegas de trabalho dizem que eu não aceito feedbacks." " Quando minha esposa expõe uma falha minha ou me sugere algo, eu ataco como se isso fosse uma arma."

Uso a informação que tenho dela para agredi-la e fazer com que sinta a mesma dor que estou sentindo.

​"E, se eu assimilei isso, eu não ouço mais. Minha reação é não ouvir, não parar para escutar minha esposa." 

Percebi que isso atrapalhou meu desenvolvimento como pessoa. Eu não aprendo, porque não ouço nada do que a outra pessoa (ou até mesmo minha esposa) fala.

No assunto de hoje vamos de um relato pessoal que causou muita dor em mim no passado. Era exatamente como eu me comportava acima e isso me causou muitas dores emocionais intensas.

Mas graças a Deus e por procurar ajuda e compreender o mundo por outra perspectiva mudei minhas atitudes e pensamentos.

Compreendi que deveria mudar e com muita ajuda e paciência de minha companheira, e bons livros e artigos sobre o assunto, tive mudanças significativas.

Mas como elas se deram? Abaixo trago uma forma simplificada de como elas acontecem e o que eu ainda faço para me tornar alguém melhor.

​Por que reagimos com ataque quando somos corrigidos?

​Se você se identificou com o meu relato, saiba que você não está sozinho. Muitas vezes, agimos assim não por "maldade", mas por um mecanismo de defesa que a psicologia chama de Defensividade.

​Segundo o Gottman Institute, quando ouvimos algo que soa como crítica, nosso cérebro entra em "modo de sobrevivência". É como se um alarme tocasse e nossa única saída fosse contra-atacar para desviar a dor. O problema é que, ao atacar, paramos de ouvir. E quem para de ouvir, para de evoluir.

​O perigo da Rigidez Mental

​Esse escudo invisível cria o que chamamos de rigidez mental ou cognitiva. Como explica a Psychology Today, essa rigidez nos impede de mudar de rota. Ficamos presos em padrões antigos porque paramos de absorver informações novas que vêm de fora, especialmente aquelas que vêm de quem mais nos conhece.

                               Homem sentado sozinho em um ambiente cinzento cercado por fragmentos de vidro flutuantes, simbolizando o isolamento causado pela rigidez cognitiva.

Como começar a baixar a guarda e voltar a crescer

​Reconhecer que esse comportamento existe é o primeiro passo de qualquer processo de mudança. Para quem quer começar a "baixar a guarda", aqui estão três passos simples que podem transformar sua comunicação:

  • A Pausa Estratégica: Quando sentir o impulso de atacar, respire por 5 segundos. Dê tempo para o seu cérebro entender que você não está em perigo real.
  • Escuta Curiosa: Em vez de preparar o contra-ataque enquanto a pessoa fala, tente entender o porquê ela está dizendo aquilo. Pergunte: "Pode me explicar melhor o seu ponto de vista?". 
  • Separar a Ação do Ser: Entenda que uma crítica a um comportamento seu não é um veredito sobre quem você é. Você continua tendo valor, mesmo quando precisa melhorar em algo. 
  • Descreva seus sentimentos: Se você não consegue dizer em palavras o que sente, organize as ideias, escreva num papel, rascunho ou um caderno. abordei sobre isso Aqui


                Casal de mãos dadas em uma sala com cores quentes e iluminação suave, sem o escudo de vidro, simbolizando diálogo e reconciliação.

Conclusão: Ouvir é um ato de coragem

Baixar a armadura não nos torna fracos; pelo contrário, nos torna capazes de aprender e de construir relações muito mais profundas e verdadeiras. O desenvolvimento pessoal só acontece quando deixamos o "eu sei tudo" de lado para dar lugar ao "eu posso aprender".

💬 Agora é com você!

Eu abri meu coração aqui sobre uma dificuldade real. Você já sentiu essa necessidade de atacar para se defender? Ou talvez já esteve do outro lado, tentando ajudar alguém que estava "trancado" em uma armadura?

Deixe seu comentário abaixo! Vamos conversar sobre como podemos ser mais flexíveis e abertos ao que o outro tem a nos ensinar. Sua experiência pode ajudar outras pessoas que passam pelo mesmo.


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